Vejo uma partida de futebol como um relacionamento amoroso. Os sentimentos que antecedem um jogo são parecidos com os que sentimos quando começamos um namoro. Há paixão, investimento e muita expectativa. E depois da última derrota do Atlético para o seu maior rival, o Cruzeiro, percebi que perder um clássico é como brigar com o namorado. Clássico não é um jogo qualquer. É um dos momentos mais sublimes de um campeonato. E por isso a decepção é maior.
E como em todo relacionamento às vezes nos descontrolamos e lavamos a roupa suja, mas espera-se que não seja em público como fizeram Werley e Tardelli na Arena do Jacaré diante dos seus torcedores. Isso sim tira o brilho de qualquer sentimento nobre.
E como em todo relacionamento às vezes nos descontrolamos e lavamos a roupa suja, mas espera-se que não seja em público como fizeram Werley e Tardelli na Arena do Jacaré diante dos seus torcedores. Isso sim tira o brilho de qualquer sentimento nobre.
Esperávamos, assim como sempre esperamos uma linda surpresa, que o galo tentasse reverter o quadro em que se encontra: que saísse da incômoda vice-lanterna do Campeonato Brasileiro.
E quem sabe a pontinha de ciúmes que sentimos do nosso principal arquirrival se desfizesse. É duro olhar o concorrente e assumir que ele foi melhor. Que Fábio foi preciso nas intervenções. Paraná foi soberano no meio de campo, ajudando na marcação e saindo para o jogo com muita qualidade. Gil foi uma barreira. Edcarlos estreou muito bem, com personalidade e que Wellington Paulista fez um golaço. Sim, essa é uma dor de cotovelo que juramos conseguir disfarçar.
Mas, ser atleticano é torcer sem precedentes. Na alegria e na tristeza. É o apoio incondicional na vitória ou na derrota. Com o namorado, de tanto ele pisar na bola, chega uma hora que a gente cansa e dá um basta na relação. Com o futebol não. Estamos sempre perdoando. A massa atleticana é a maior prova do inexplicável sentimento da paixão!

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